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Pedro Pereira Lopes vence a 1.ª edição do PRÉMIO LITERÁRIO INCM/Eugénio Lisboa - 21 de novembro de 2017

Pedro Pereira Lopes (Zambézia, 1987) é o vencedor da 1.ª edição do prémio Literário INCM/ Eugénio Lisboa. O Prémio INCM/Eugénio Lisboa contempla a edição da obra vencedora, bem como a atribuição do valor monetário de 5000€ (cinco mil euros) ao vencedor.

O júri constituído pelo escritor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa, na qualidade de Presidente, por Teresa Manjate e Alexandra Pinho, deliberou, por unanimidade, atribuir o prémio de prosa literária INCM/Eugénio Lisboa ao texto “Gente Grave”, da autoria de Pedro Pereira Lopes, e uma menção honrosa a “Bebi do Zambeze”, de António Manna.

A atribuição do Prémio Literário INCM/Eugénio Lisboa a “Gente Grave” deve-se, segundo o júri, ao facto de o autor explorar um género pouco trabalhado em Moçambique e de combinar o policial e o fantástico. O júri sublinhou, também, a correção, coerência e coesão linguística da obra da autoria de Pereira Lopes. Por seu turno, a atribuição de menção honrosa a “Bebi do Zambeze” deve-se à riqueza do imaginário explorado pelo autor.

Concorreram à 1.ª edição do Prémio INCM/Eugénio Lisboa um total de 36 textos, dos quais 22 entregues em Maputo, 11 em Nampula, 2 na Beira e 1 em Lisboa.

A Imprensa Nacional — Casa da Moeda (INCM) de Portugal criou o Prémio Literário INCM/Eugénio Lisboa em Moçambique, em 2017, com vista a incentivar a criação literária no país.

 

VENCEDOR

Pedro Pereira Lopes nasceu na Zambézia, em 1987. Membro da Associação dos Escritores Moçambicanos, é pesquisador e docente no Instituto Superior de Relações Internacionais.

Obras e prémios: Setenta vezes sete e outros contos (não-publicado, 2009), 3º lugar no concurso de ficção narrativa João Dias; O homem dos 7 cabelos (infanto-juvenil, 2012), Prémio Lusofonia/Município de Trofa (2010); Kanova e o segredo da caveira (infanto-juvenil, Maputo, 2013; São Paulo, 2017); Viagem pelo mundo num grão de pólen e outros poemas (infanto-juvenil, Maputo, 2014; São Paulo, 2015); o mundo que iremos gaguejar de cor (contos), Menção honrosa do Prémio Literário 10 de Novembro (Maputo, 2015) e Menção honrosa do Prémio Literário Eduardo Costley-White (Lisboa, 2016); O comboio que andava de chinelos (infanto-juvenil, no prelo), Prémio Maria Odete de Jesus (2016); A História de João Gala-Gala (2017).

 

MENÇÃO HONROSA

António Francisco da Poça Manna nasceu a 23 de Abril de 1957 em Lourenço Marques.
Técnico especializado em eletricidade de aeronaves, em 1975 inicia a sua atividade profissional na então DETA. Em 1977 muda-se para Lisboa onde vive até 1981, altura em que regressa para Moçambique e ingressa na Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB), onde trabalha na operação da barragem de Cahora Bassa até 1999. No final de 1999 regressa a Maputo e abre o Artebar na baixa da cidade, espaço de promoção de arte e música. Em 2002, muda-se para Vilankulo, onde até à data explora uma pequena estância turística. Durante a década de 80 escreveu alguns artigos para a página cultural do jornal Savana com o pseudónimo de António F.

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